Após dois anos de mercado instável e volátil, o setor de negócios vislumbra um cenário diferente para 2022. A possibilidade da população vacinada e um novo normal se instalando nas relações sociais e profissionais, reaquecem o mercado e trazem novas possibilidades para quem quer empreender.

As perspectivas seguem favoráveis. Em Campo Grande (MS), por exemplo, quem já tem negócio firmado, se mostra otimista. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a confiança do comerciante avançou em fevereiro, mantendo a sequência de crescimento dos últimos meses. O índice, de 140,3 ficou próximo do patamar de março de 2019 quando o número foi de 141,5. Nos demais meses de 2019 e nos anos de 2020 e 2021 o índice não passou de 139,4 (abril/2019), chegando a ficar abaixo da zona de satisfação (acima dos 100 pontos) em vários meses (ICEC/FEV) .

O mercado – de forma em geral – sofreu impacto nunca antes imaginado. Para algumas empresas, a pandemia da Covid-19 e suas consequências foram um desafio intransponível; para outras, campo de oportunidades. Analistas se debruçam para estudar como o cliente se relaciona com as marcas, suas necessidades e suas perspectivas de consumo e, segundo um estudo do Observatório de Negócios do Sebrae SC, as megatendências para este ano podem ser divididas em cinco grandes grupos: sustentabilidade & propósito, hibridização, experiências para o consumidor, tecnologias e busca pelo bem-estar.

“Marcas já firmadas precisam encontrar pontos de contato com seus clientes nessas tendências. E se você quer empreender, nossa sugestão é montar um plano de negócios que já contemple esses quesitos, pois hoje o consumidor está atento a como a empresa se posiciona dentro do seu nicho”, explica o diretor regional do Senac MS, Vitor Mello.

Essa decisão é estratégica, pois é onde será feito o investimento tanto financeiro quanto emocional. “É preciso clareza sobre o negócio. Por isso, conhecer a atividade escolhida, seus pontos fracos, como eles devem ser resolvidos podem evitar transtornos e até a falência”, opina Vitor. “São informações detalhadas sobre o ramo, produtos e/ou serviços, clientela, concorrência, fornecedores que vão dar viabilidade ao negócio. Essa decisão precisa ser tomada com a razão”.

Outro passo importante é se capacitar. Para a diretora de educação profissional do Senac MS, Jordana Duenha, o sucesso do empreendimento passa pelo conhecimento técnico, liderança e capacidade de foco, habilidades que podem ser adquiridas em cursos de qualificação. “É importante que – além da familiaridade e da empatia com o ramo que a pessoa está empreendendo – ela também se especialize constantemente, pois tanto o setor escolhido quanto a clientela podem estar em constante mudança; podem ser dinâmicos. Se ela não se capacitar, a concorrência vai”.

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