A pandemia obrigou muita gente a rever sua relação com o trabalho e as prioridades pessoais. Além disso, tivemos alguns segmentos que reduziram as equipes, lançando trabalhadores no mercado informal. Não é a toa que acompanhamos o recrudescimento do empreendedorismo.

Esse movimento não é totalmente desconhecido dos brasileiros: 1 em cada quatro pessoas empreendem no Brasil. O boletim do Mapa de Empresas do Ministério da Economia mostra um crescimento de 26% no número de empresas abertas no segundo quadrimestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 1,4 milhão aberturas, um número record para o período.

“Ter um negócio próprio passou de sonho a algo mais concreto, com a situação pandêmica, quando as pessoas sentiram mais necessidade de investirem em algo rentável, pelo momento vivenciado de diminuição de renda, desemprego ou na própria oportunidade que para alguns setores o momento representou ”, diz a economista do IPF - Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS, Regiane Dedé de Oliveira. “Muitos profissionais repensaram seus trabalhos.”

Dados de 2020 da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) apontam que a taxa de empreendedorismo potencial, composta por cidadãos que pretendem abir uma empresa nos próximos três anos, subiu de 30% (em 2019) para 53% (2020), um incremento de 75%. A pesquisa mostrou que – pela primeira vez na série histórica, ter uma empresa é o segundo sonho do brasileiro, perdendo apenas para o do “desejo de viajar”. Até 2019, essa vontade de empreender ocupava o quarto lugar! Os dados são do Sebrae e do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ) colhidos antes da pandemia.

Para quem quer se aventurar pelo mundo fora da CTPS, é bom fazer um alerta. Segundo a pesquisa Sobrevivência de Empresas 2020, a taxa de mortalidade na área de negócios é de 29%, enquanto que, entre as microempresas, é de 21,6%, e, nas de pequeno porte, 17%, nos primeiros cinco anos.

O presidente da Fecomércio MS, Édison Araújo, acredita que os percentuais relacionados a menor taxa de sobrevivência podem ter relação com a capacidade de gestão e ao pouco conhecimento do ramo. “Não é incomum a pessoa apostar em um negócio só porque tem preferências ou habilidades em algo. Porém, empreender vai além: é preciso saber o que o mercado quer, como pode ser aplicado, o que é tendência e, assim, garantir mais longevidade ao seu negócio”.

Por isso, investir na qualificação profissional constantemente é uma alternativa para buscar a solidez em um mercado que está cada vez mais competitivo. Pensar estratégias e sair na frente podem garantir vendas.

Uma coisa é certa: quem investe em pessoas com qualificação, colhe resultados positivos e a curto prazo: tem equipe motivada, atenta, menos custos, mais produtividade e competitividade. O mercado está atrás de talentos cada vez mais preparados. Então, investimento em qualificação profissional é preparar o futuro: seu e da empresa onde atua.

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